CANUTO
Diocleciano da Silva Paranhos, compositor, instrumentista e compositor. Morador do morro do Salgueiro, foi lutador de boxe e lustrador de móveis. Em 1929 tocou tamborim na primeira gravação em que foram incluídos instrumentos de batucada, a do samba Na Pavuna (Almirante e Homero Dornelas), interpretado por Almirante e o Bando de Tangarás. Já por essa época freqüentava os meios musicais, como o Ponto de cem réis, botequim de Vila Isabel, onde convivia com outros compositores, muitos dos quais se tornaram seus parceiros. Compôs, em 1930, em parceria com João de Barro, o samba Não quero amor nem carinho. Com Noel Rosa, fez o samba Esquecer é perdoar, que gravou em 1931 em disco Parlophon. No outro lado, cantava Eu agora fiquei mal (Noel Rosa e Antenor Gargalhada). No mesmo ano lançou o samba Vou à Penha, rasgado (com João de Barro) e, em 1932, compôs a marcha A turma lá de casa e o samba Já não posso mais (com Noel Rosa, Pururuca e Almirante), gravado por Almirante na Parliophon.
Fontes:
Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.
O texto acima não representa a biografia completa do artista, mas sim, partes importantes de sua vida e carreira.
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