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Curiosidades
Histórias do Carnaval Parte IX

Ensaios de Carnaval por Leonardo Dantas Silva
CONFETES APARECERAM NO RECIFE HÁ 110 ANOS - Serpentinas surgiram em 1892


No início dos anos setenta, do século XIX, na tentativa de civilizar e festa do entrudo, foram criadas novas munições a fim de atender à gana dos foliões e, ao mesmo tempo, amornar a tradição lusíada tão arraigada nos hábitos do folião brasileiro. Assim apareceram as limas de borracha (DP 3.1.1873); a bisnaga, segundo a propaganda de lançamento, "uma cabacinha de chumbo cheia de espírito aromático que se faz esguichar por um orifício com a menor pressão dos dedos" (DP 9.2.1875); e o confete, que veio a surgir no Recife no carnaval de 1887, anunciado pelo Diario de Pernambuco, na edição de 12 de janeiro:

"Para o Carnaval - Um nosso patrício, o Sr. Franklin Antônio Diniz, teve a feliz idéia de substituir por bisnagas de papel picado as de água perfumosas, sempre incomodativas, as de pós, sempre nocivas. O Sr. Diniz, formou, pois, uns pequenos saquinhos de papel, garbosamente enfeitados, contendo pedaços diminutos de papel de cores variadas, e os tem expostos à venda em todas as lojas de miudezas. É um inocente passatempo para o carnaval, e que merece ser bem acolhido pelo público, tanto mais quanto por ser de indústria nacional nada perde em conforto com os melhores similares que vêm do estrangeiro."

O confete marcou sua presença no carnaval do Recife em 1887, muito antes do Rio de Janeiro, onde viria a ser anunciado em 1892. O nosso confete de então, porém, tem sua origem nos papelinhos - papelillos - usados nas festas carnavalescas das províncias andaluzas (Espanha), enquanto que os do Rio de Janeiro, com o seu formato redondo ainda hoje em uso, foram inicialmente importados de Paris - confetes parisienses - sendo "vendidos ao preço de 1$000 o cartucho grande", segundo anúncio da imprensa carioca, em janeiro de 1893.

Bastos Tigre (Recife, 1882 - Rio, 1957), em artigo publicado no Jornal do Brasil, em 1939, sob o título "Armas e munições do carnaval", recordando sua infância no Recife, lembra que "três meses antes do carnaval, todas as garotas e rapazes da casa se muniam de tesouras e papéis de várias cores. A folha de papel dobrada e redobrada em sanfona, era cortada em cortes paralelos, formando pente; em seguida, em cortes horizontais, iam transformando a folha em montões de minúsculos quadradinhos; metidos em sacos de talagarça, ia o papel picado servir de munição aos combates renhidos travados corpo a corpo nas casas e nas ruas". Mário Sette, in Maxambombas e Maracatus (Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 1891) informa que "a habilidade consistia justamente em transformar o papel quase num pó que era para judiar com os outros. Dava coceira de corpo abaixo do cristão ter de ir tomar banho e mudar de roupa".

As chamadas batalhas de confetes, tão presentes no corso das ruas do centro do Recife, notadamente na Concórdia, Nova e Imperatriz, no final do século XIX e início do atual, provocam nos antigos doces recordações de um tempo em que as ruas ficavam alcatifadas daqueles "pedacinhos coloridos de saudade", para usar a imagem da marchinha composta por David Nasser e Jota Júnior para o carnaval de 1952. Brincava-se, segundo depoimento do folião Tonico Silva, Antônio Machado Gomes da Silva Neto (1894-1966), com um saco de confetes às costas pulando em cima de um verdadeiro tapete de papel, com cerca de 20 centímetros de espessura, que forrava o calçamento das ruas Novas e Imperatriz.

No Rio de Janeiro, os excessos nas "batalhas de confetes" fizeram com que o seu uso fosse proibido, surgindo assim, em 1893, os decantados confetes dourados e prateados, também tema de marchina composta por David Nasser e Haroldo Lobo: "Você merece confetes dourados / Oh garota colossal! / Estou apaixonado por você / Desde o outro carnaval / Gastei champagne / Lança-perfume / Gastei dinheiro / Mas você não muda / Confetes eu sei / Que também não adianta /Não adianta / Mas sempre ajuda"...

A criatividade da indústria provocou o aparecimento, notadamente no carnaval carioca, das variantes do foguete de confetes (1893), confetes perfumados (1892), de cores variadas (1896), em forma de estrelinhas (1900), ovos de confetes e outras munições destinadas às batalhas promovidas pelos jornais da capital federal.

Mas a violência do entrudo logo se fez presente nesse cenário. Havia alguns que, depois de encherem as bocas dos "adversários", com esses papelinhos, ainda procuravam introduzi-los por entre os peitilhos das senhoras, de forma a provocar o desconforto de ficar com esses minúsculos confetes grudados ao corpo suado. Não satisfeito, havia outros "indivíduos mal educados que andavam a apanhar pelas ruas confetes, de envolto com areia, para jogar nas senhoras que passavam" (Jornal do Recife, 27 de fevereiro de 1900).

Outros brinquedos vieram tomar conta das ruas e salões durante as festas carnavalescas. Assim surgiram as serpentinas, em 1892; costume também decantado na marchinha de David Nasser e Haroldo Lobo, para o carnaval de 1950: "Guardo ainda, bem guardada a serpentina / Que ela, jogou! / Ela era uma linda colombina / E eu, um pobre pierrô! / Guardei a serpentina, que ela me atirou / Brinquei com colombina, até às sete da manhã / Chorei, quando ela disse: / Vou-me embora, até amanhã! / Pierrô até amanhã"...

Da inventiva popular não faltaram as borboletas e flores de papel crepom, que grudavam nos vestidos das damas (1877); as línguas-de-sogra, surgidas em 1895; narizes, barbas postiças, bigodes, óculos de celulóides coloridos, procedentes da Alemanha (1901); os jetones, confeito cônico preso a tiras de papel multicoloridas, que tanto serviram de "correio" aos jovens enamorados; e a maior de todas as invenções: o lança-perfume, surgida no carnaval brasileiro de 1906.

SUPLEMENTO CULTURAL
Diário Oficial. O Estado de Pernambuco.
Ano X. Fevereiro de 1997.

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