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Curiosidades
Capiba, alegria da gente

Capiba, alegria da gente



Leonardo Dantas Silva
da Fundação Joaquim Nabuco



Como eterno poeta do Recife, Olinda, Igarassu e Campina Grande e autor de canções antológicas que embalaram gerações, como Maria Betânia e Cais do Porto 1; ou como autor de música erudita, nos acórdes de Sem lei nem rei, de Suíte Nordestina e da Grande Missa Armorial 2; compositor instrumental, escrevendo para piano 3 e outros instrumentos, a exemplo da Valsa Verde e do dobrado Festa da Padroeira; no sincopado da bossa-nova, em A mesma rosa amarela, ou no lamento de uma guarânia, Serenata suburbana; sem falar do Carnaval do Recife para o qual dedicou o melhor de sua inspiração de poeta e musicista, ele é o mais importante compositor plural brasileiro vivo.
Até o seu falecimento, aos 93 anos, Capiba continuava sendo o mais festejado de todos os pernambucanos. Outros pernambucanos, é certo, estão a ocupar as mais diferentes posições de destaque no cenário nacional, mas nenhum deles fora tão festejado, sobretudo pelos jovens e crianças, do que este bom velhinho de cabelos brancos que, com sua música e sua poesia, era toda a nossa alegria maior.
Para o Vocabulário Pernambuco, de Francisco Augusto Pereira da Costa , o adjetivo capiba tem o significado de "grande, volumoso, alentado", podendo ainda ser entendido, também, como "chefe, dunga, mandão", tal como foi usado pelo dicionarista Antônio Moraes Silva em carta dirigida ao desembargador Castro Falcão (1818): "Referiu-me José Bento Fernandes que um tal `Capiba dos Afogados` tivera ordens de vir prender-me".
No Recife, porém, Capiba era algo palpável, real, bem vivo, alegre, que irradiava a paz e a amor, sendo festejado em qualquer lugar por homem, mulher, moça e, sobretudo, menino, como parte integrante da paisagem de sua cidade.



Pianista por necessidade

Este nosso Capiba, personagem de muitas estórias e alegria da gente pernambucana, herdou o apelido familiar do avô materno, Major Lourenço Xavier da Fonseca, juntamente com todos os seus irmãos - Sebastião, José, Severino, Maria, João, Pedro, Josefa, Antônio, Tereza e Hermann -, sobressaindo-se nacionalmente através de sua produção musical, algumas delas com lugar de destaque no repertório da música erudita e popular brasileira.
Nascido na cidade pernambucana de Surubim, em 28 de outubro de 1904, Lourenço da Fonseca Barbosa iniciou-se na banda musical de Taperoá (PB), onde o seu pai, Severino Atanásio de Souza Barbosa, atuava como regente. Inicialmente tocava trompa e, juntamente com os demais irmãos, passou a fazer parte da Filarmônica Lira da Borborema. Em 1914 a família transferiu-se para Campina Grande, onde o Mestre Severino Atanásio foi dirigir a Charanga Afonso Campos, passando o menino Capiba a dividir o seu tempo entre a música e o futebol.
O seu encontro com o piano só veio em 1920. O instrumento existia em sua casa desde 1918, quando fora comprado pelo irmão Sebastião pela quantia de 200 mil réis, sendo porém privilégio dos irmãos mais velhos. Como nono filho da família, Lourenço pouca atenção dava àquele móvel "com uma enorme dentadura, cheia de dentes pretos e brancos"... O piano era mais usado pela irmã Josefa, que aumentava a renda da família tocando na exibição de antigas produções do tempo do cinema mudo, apresentadas na tela do Cine Fox (Campina Grande - PB), estreladas por Pola Negri, Clara Bow, Charles Chaplin e Eddie Polo.
O jovem Lourenço não tinha grandes responsabilidades, dentro daquela família de músicos, até quando Josefa arranjou um noivo e marcou o casamento para 20 de maio de 1920. Sem Josefa no Cine Fox, a renda da família iria sofrer uma enorme perda. Para contornar o problema, só restava ao Maestro Severino Atanásio substituir a pianista por um dos seus filhos que, apesar de músicos, não estavam afeitos ao piano.
Reunida a família, foram aparecendo os nomes dos possíveis substitutos. Um a um eram nomeados e, em atitude contínua, o velho maestro ia descartando-os. Assim surgiram os nomes de José Mariano, Severino, João e Pedro que, por trabalharem no comércio durante o dia, foram logo eliminados... Houve quem lembrasse os nomes de Lia e Tereza, mas já participavam da pequena orquestra do cinema tocando flauta... Antes que fossem ventilados outros nomes, o chefe do clã decidiu:
– Vai o Lourenço substituir Zefa no piano do Cinema Fox!
Não adiantaram as lágrimas do jovem, nem os apelos da bondosa mãe, a primeira lição começou alí mesmo, no ato de "nomeação" do novo pianista, com o mestre vociferando:
- Você tem de começar pelas escalas! Senão não vai tocar nada em tempo nenhum!
E assim começara o seu dedilhar : dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó ....
E o mestre continuava a sua lição, com os ares de quem não estava para brincadeiras:
- Quando chegar no terceiro dedo, você passa o polegar por baixo e pega a nota seguinte; a nota fá na escala de dó...
Das escalas vieram as valsas mais fáceis, primeiramente as de José Ribas, seguindo-se as de Alfredo Gama e, por último, as de Nelson Ferreira, que sempre foram as mais difíceis. Uma, em especial, que tinha o título de Milusinha, pertubou por muitos meses o pianista iniciante que ainda hoje guarda os seus acórdes.
Em onze dias foram decoradas sete valsas, o bastante para a sua estréia no Cine Fox. A série cinematográfica Herança Fatal, estrelada por Eddie Polo, o galã da época, foi a sua prova de fogo; para isso contou com a ajuda das irmãs flautistas, Lia e Tereza, o que não impediu alguns atropelos durante a exibição.
Assim nasceu o pianista do cinema mudo, Lourenço da Fonseca Barbosa que veio tornar-se um grande amigo do instrumento, seu companheiro ainda em nossos dias, através do qual pôde compor peças antológicas que receberam a assinatura do nosso Capiba.

O poeta do Recife

Pianista do cinema mudo, em Campina Grande e Paraíba (hoje, João Pessoa), transferindo-se em setembro de 1930 para o Recife, a fim de assumir um lugar conquistado por concurso no Banco do Brasil, integrou-se a vida artística quando da fundação da Jazz-Band Acadêmica. Logo em seguida vieram os sucessos, executados nos salões da época: Valsa Verde (1931), com versos de Ferreira dos Santos; É de tororó (1932), com letra de Ascenso Ferreira; E, se morrer o nosso amor? (1932), em parceria com Ferreira dos Santos, seguindo-se de outros.
Em 1933, Capiba que, dez anos antes houvera composto uma música carnavalesca sob o título Vela Branca no frevo (nunca gravada), resolveu concorrer com É de amargar, em concurso promovido pelo Diario de Pernambuco, conquistando assim o primeiro lugar e talvez o seu maior sucesso. Quando o disco apareceu no comércio, numa gravação de Mário Reis e os "Diabos do Céu", realizada em 15 de dezembro daquele ano (RCA Victor n.º 33752-A), sua letra e melodia logo caiu no gosto do povo e assim transformou-se em um dos mais cantados frevos do carnaval pernambucano.

Eu bem sabia
Que este amor um dia
Também tinha seu fim
Esta vida é mesmo assim.
Não pense que estou triste,
Nem que vou chorar.
Eu vou cair no frevo,
Que é de amargar.

Começa assim a sua carreira de campeão dos carnavais pernambucanos, consagrando-se como o mais importante compositor de frevos-canção de todos os tempos. Foram cerca de 102 músicas compostas para a festa maior do povo pernambucano, hoje impulsionadoras da alegria das massas que acompanham às orquestras nas ruas, nos salões ou mesmo através do rádio e onde quer que exista a sede de cantar de um folião.
Capiba, como afirmou Hermilo Borba Filho (Diário da Noite, 10 de março de 1972), "é uma esplêndida figura humana e um excelente compositor. Na minha vida sentimental - como na de milhões de pernambucanos de várias gerações - sua música marcou diversos instantes com frevos, maracatus, valsas, canções, sambas. Creio que nunca houve um ano, a partir de 1934, em que não localizasse um acontecimento sentimental por uma das suas composições. Capiba é mais do que um músico e um poeta: é o carnaval de Pernambuco de chapéu de sol aberto".

Para Guerra Peixe é Capiba "o mais importante e compositor vivo do Norte", lembrando tê-lo conhecido no final dos anos quarenta, quando chegou ao Recife para trabalhar no Rádio Jornal do Commercio:

Ele estudou comigo. Aprofundou seus conhecimentos musicais, a ponto de compor obras eruditas para flauta, que foram executadas no Chile e na Argentina. Hoje é um músico completo, mas continua estudando, trabalhando e pesquisando. E Capiba, na minha opinião, não é apenas um músico sumamente importante dentro do panorama da música popular brasileira. Antes de mais nada é um artista que se interessa a por tudo quanto acontece no campo da arte, no Brasil e no mundo. Não é apenas o autor de frevos memoráveis e outros tipos de música que marcaram época. Transcende tudo isso. É um homem culto, humilde, pesquisador incansável, eclético: tanto aprecia um samba-canção, como sabe ouvir música erudita. Beethoven é uma de suas manias.[...] Há um fato interessante ligado à vida de Capiba, como mestre de orquestra: foi ele quem lançou, em pleno carnaval carioca, o sistema da orquestra tocar sem parar, sem intervalos que interrompiam o baile de carnaval [1933]. E, por falar em carnaval, Capiba é um compositor tão ligado ao gosto do povo, que é praticamente o campeão dos carnavais pernambucanos dos últimos trinta anos". (in Nova história da música popular brasileira - Capiba e Nelson Ferreira. Rio: Ed. Abril, 1978).

Para Ariano Suassuna, em ensaio sobre a música de Capiba, escrito em 1950 e republicado dentro da Antologia do Carnaval do Recife 5, ao fazer referência à série de maracatus composta por ele 6 "sua música é quase toda intuitiva, uma intuição servida pelo seu inegável talento e o conjunto de seus maracatus é uma contribuição de importância para a música nacional. Populares uns, recriados outros, possuem todos eles uma unidade, realizada pelo autor em alto padrão artístico".


Os sucessos para o Carnaval

Dentro destas notas vale recordar alguns sucessos carnavalescos do nosso Capiba editados em disco 78 rotações por minuto, segundo levantamento do pesquisador Renato Phaelante, da Fundação Joaquim Nabuco:
Agüenta o rojão, marcha, Colúmbia n.º 22201, matriz 381465, Breno Ferreira, março 1933; É de amargar, frevo-canção, Victor n.º 33752, matriz 65915, Mário Reis, janeiro 1934; Vou cair no frevo, frevo-canção, Victor n.º 33910, matriz 79830, Almirante e orquestra dos Diabos do Céu, março 1935; Mande embora essa tristeza, frevo-canção, Victor n.º 34019, matriz 80068, Araci de Almeida, janeiro 1936; Quem vai pra Farol é o bonde de Olinda, frevo-canção, Colúmbia, Coro Colúmbia, janeiro 1937; Sim ou não, frevo-canção em parceria com Fernando Lobo, Colúmbia n.º 8267, matriz 1141, Odete Amaral e Mara, fevereiro 1937; Júlia, frevo-canção, Odeon n.º 11581, matriz 5768, fevereiro 1938; Casinha pequenina, frevo-canção, Victor n.º 34410, matriz 80971, Carlos Galhardo, janeiro 1939; Quem tem amor não dorme, frevo-canção, Victor n.º 34412, Coro RCA Victor, fevereiro 1939; Gosto de te ver cantando, frevo-canção, Victor n.º 34557, matriz 33276, Ciro Monteiro, janeiro 1940; Quero essa, frevo-canção, Victor n.º 34557, matriz 33274, Ciro Monteiro, janeiro 1940; Linda flor da madrugada, frevo-canção, Victor n.º 34713, matriz 52091, Ciro Monteiro, fevereiro 1941; Não sei o que fazer, frevo-canção, Victor n.º 34713, matriz 52090, Odete Amaral, fevereiro 1941; Quem me dera, frevo-canção, Victor nº800543, matriz 052412, Ciro Monteiro, janeiro 1942; Dance comigo, frevo, Victor n.º 34857, matriz 052413, Ciro Monteiro, janeiro 1942; Teus olhos, frevo-canção, Victor n.º D 244, Carlos Galhardo, março 1943; Não agüento mais, frevo-canção, Victor n.º 800234, matriz S078058, Nelson Gonçalves, dezembro 1944; Que bom vai ser, frevo-canção, Victor n.º 800233 , Nelson Gonçalves, dezembro 1944; Quando é noite de lua, frevo-canção, Victor n.º 800352, matriz S 078300, Nelson Gonçalves, dezembro 1945; Segure no meu braço, frevo-canção, Victor n.º 800351, matriz S 078298, Nelson Gonçalves, dezembro 1945; E... nada mais, frevo-canção, Victor n.º 800471, matriz 5078589, Gilberto Milfont, dezembro 1946; O tocador de trombone, frevo-canção, Victor n.º 800474, matriz S 078595, Carlos Galhardo, dezembro 1946; Que será de nós, frevo-canção, Victor n.º 800543, matriz S 078767, Nelson Gonçalves, novembro 1947; Morena cor de canela, frevo-canção, Victor n.º 800543, matriz S 078766, Nelson Gonçalves, novembro 1947; Já vi tudo, frevo-canção, Star 76, matriz 76-A, Albertinho Fortuna, janeiro 1949; Quando se vai um amor, frevo-canção, Victor, Carlos Galhardo, janeiro 1950; Você faz que não sabe, frevo-canção, Victor n.º 800708, matriz S 092744, Francisco Carlos, novembro 1950; É frevo meu bem, frevo-canção, Continental n.º 16322, matriz 2426, Carmélia Alves, janeiro 1951; Nos cabelos de Rosinha, frevo-canção, Victor n.º 801029, matriz SBO 93427, Francisco Carlos, novembro 1952; Deixa o homem se virar, frevo-canção, Continental n.º 16493, matriz C- 2768, Carmélia Alves, janeiro 1952; A pisada é essa, frevo-canção, Mocambo, Carmélia Alves, dezembro 1953; Ai se eu tivesse, frevo-canção, Victor n.º 801373, matriz BE4UB-0552, Francisco Carlos, novembro 1954; Ninguém é de ferro, frevo-canção, Todamérica n.º TA 5502, matriz TA 750, Carmélia Alves, novembro 1954; Vamos pra casa de Noca, frevo-canção, Continental n.º 16878, matriz C 3217, Carmélia Alves, fevereiro 1954; O que é que eu vou dizer, frevo-canção, Victor n.º 801515, matriz BE 5VB- 0852, Nelson Gonçalves, novembro 1955; Amanhã eu chego lá, frevo, Copacabana n.º 5529, matriz 1378, Carmélia Alves, fevereiro 1956; Nem que chova canivete, frevo-canção, Copacabana n.º 5699, matriz 1725, Carmélia Alves, janeiro 1957; A procura de alguém, frevo-canção, Victor n.º 802018, matriz 1352 PB-0498, Expedito Baracho, dezembro 1958; Modelos de Verão, frevo-canção, Mocambo n.º 15189, matriz R 897, Expedito Baracho, janeiro 1958; Segure o seu homem, frevo-canção, Mocambo n.º 15252, Mêves Gama, janeiro 1959; A própria natureza, frevo-canção, Victor n.º 802161, matriz 1352-PB-0811, Expedito Baracho, janeiro 1960; Levanta a poeira, frevo, Todamérica n.º TA 5945, matriz TA 100319, Orquestra Leão do Norte, gravado em 8 de novembro de 1960; Frevo dos namorados, frevo-canção, Mocambo n.º 15292, Claudionor Germano, janeiro 1960; Encontro marcado, frevo-canção, Mocambo n.º 15332, matriz R 1183, janeiro 1961; Frevo da saudade, frevo-canção, Mocambo n.º 15394, Joaquim Gonçalves, janeiro 1962; Madeira que cupim não rói, frevo-de-bloco, Mocambo n.º 15474, matriz R 1466, Bloco Mocambinho da Folia, janeiro 1963; É de Maroca, frevo-canção, Mocambo n.º 15478, Carmélia Alves, janeiro 1963.
No reinado do LP, quando os 78 RPM caíram em desuso, Capiba veio brilhar dentro da série da Rozenblit , gravada por Claudionor Germano, orquestra e coro sob a regência de Nelson Ferreira - Capiba - 25 anos de frevo (n.º 60044-1959); Carnaval começa com C (n.º 60106-1961); Frevo alegria da Gente (n.º 6006-1961) -; reeditados em 1974 sob o título Carnaval de Capiba, três volumes reunindo sua produção carnavalesca de 1934 a 1974.
Mas os seus sucessos continuaram presentes no repertório dos foliões, como Cala boca menino (1966), Oh Bela ! (1970), De chapéu de sol aberto (1972), Frevo e ciranda (1974), Juventude dourada (1976), Trombone de prata (1979), só para citar alguns dos seus frevos mais cantados.
Onde houver carnaval ele se fazia presente, contagiando a massa com a simpatia do seu sorriso e as mãos sempre acenando para os foliões mais entusiasmados, como nos próprios versos do seu "É hora de frevo" (1970):



Quem quiser me ver
Me procure aqui mesmo
Quando chega o carnaval } bis
Seja noite ou dia
Aqui tudo é alegria
E alegria não faz mal

É aqui que eu danço
Aqui é que eu canto
Aqui é que eu faço
Com desembaraço
Misérias no passo!

Na quarta-feira,
quando tudo terminar!
Eu espero mais um ano,
até o frevo voltar!



A obra completa

O cidadão Lourenço da Fonseca Barbosa foi o mais completo compositor brasileiro do seu tempo, o que demonstra nesta relação revista por ele dias antes do seu falecimento: A Chama, canção, (c/ Ascenso Ferreira), Continental, 1951; A Mesma Rosa Amarela, samba-canção em parceria ( c/ Carlos Pena Filho), Mocambo, 1960 ( c/ 32 regravações); A Mulher que eu Queria, frevo-canção, Passarela, 1974; A Nêga de Quem Gosto, frevo-canção, Passarela, 1978; A rosa que me deste, guarânia, 1964; A Palavra Saudade, samba, Rozenblit, 1962; A pega do boi, moda, (c/ Ascenso Ferreira), s. d.; A Pisada é Essa, frevo-canção, Rozenblit, 1953; À Procura de Alguém, frevo-canção, RCA Victor, 1958; A Própria Natureza, frevo-canção, RCA Victor, 1960; A saudade, bolero, 1959; A Turma da Boca Livre, frevo-canção, Rozenblit, 1982; A Turma da Pedra Lascada, frevo-canção, 1963; A uma Dama Transitória, canção, (c/ Ariano Suassuna), Emi-Odeon, 1955; Acalanto n.º 1, 1941; Agüente o rojão, marcha, 1941; Ai de mim, samba-canção em parceria com Carlos Pena Filho, Rozenblit, 1963; Ai se eu tivesse, frevo-canção, RCA Victor, 1954; Agüenta o Rojão, marcha, Columbia, 1933; Amanhã eu Chego lá, frevo, Copacabana, 1956; Amigo do rei, frevo, Rozenblit, 1977; Amor, Amor, canção, 1948; Amor de Dom Perlimpin com Belisa em seu jardim, (c/ Garcia Lorca), canção, 1948; Amores de rua, samba, Rozenblit, 1962; As flores também vivem de amor, marcha rancho, 1966; Aspiração com Manuel Bandeira, moda. s . d .; Bolero, suite para orquestra sinfônica, 1996 [atualmente com o musicólogo Clóvis Pereira para fazer a distribuição instrumental]; Boneca de pano, com Jorge de Lima, moda, s. d . ; Cabra cabriola, canção, 1948; Cadê os guerreiros, com Ascenso Ferreira, maracatu, 1935; Cais do Porto, samba, Continental, 1953; Cala a Boca Menino, frevo-canção, RCA, 1966; Calabar, (c/ Jorge de Lima), moda, s. d.; Campina Cidade Rainha, valsa, Rozenblit, 1982; Canção do Amor que não Veio, samba-canção, Secretaria de Turismo do Estado da Guanabara, 1966; Canção para o Recife (c/ Ariano Suassuna, canção, Rozenblit, 1968; Canção do negro amor (c/ Ariano Suassuna), canção, s. d. ; Canção dos navegantes, canção, s. d.; Canção em forma de samba, s. d.; Cantando sem Saber Cantar, valsa, Rozenblit, 1982; Cantiga de Jesuíno, ( c/ Ariano Suassuna), RCA, 1967; Capiba, frevo, Tapecar-Duda, 1982; Carro de boi, samba, RCA Victor, 1953; Casa Grande & Senzala, frevo, Passarela, 1976; Casinha Pequenina, marcha-frevo, Victor, 1939; Catirina meu Amor, frevo-canção, RCA, 1971; Cem Anos de Choro, choro, Fundarpe, 1984; 5, 4, 3, 2, 1 Frevo, frevo-canção, Rozenblit, 1970; Choro para Guerra Peixe, Independente (Simplesmente Capiba - CD 107.675), Choro para Elyanna Caldas, Independente (Simplesmente Capiba - CD 107.675); Choro para Marco César, Independente (Simplesmente Capiba - CD 107.675); Claro Amor, ( c/ Carlos Pena Filho) , samba, Rozenblit, 1965; Começo de Vida, toada, Copacabana, 1955; Coração que mais queres, (c/ Leovigildo), valsa, s. d.; Cotovia, baião em parceria com Manuel Bandeira, Bandepe, 1984; Dance Comigo, frevo, Victor, 1942; De Chapéu de sol Aberto, frevo-canção, (c/ Ferreira dos Santos), gravadora Marcus Pereira, 1972; De pernas para o ar, frevo-canção, 1970; Deixa o Homem se Virar, frevo-canção, Continental, 1952; Depois, samba, (c/ Talma de Oliveira), Rozenblit, 1961; Desesperada Solidão, canção em parceria com Mauro Mota, Bandepe, 1984; Dia Azul, frevo de bloco, CBS, 1965; Dia Cheio de Ogum, toada afro-xangô, Ritmos Codil-Itam, 1969; Dia de festa, canção, 1966; Duas janelas, (c/ Tito Madi), samba, 1973; É de Amargar, frevo-canção, Victor, 1934; É de Maroca, frevo-canção, Rozenblit, 1963; É de Tororó, maracatu, (c/ Ascenso Ferreira), 1932; E eu drumo?, frevo-canção, Rozenblit, 1980; É Frevo meu bem, frevo-canção, Continental, 1951; É Hora de Frevo, frevo-canção, Rozenblit, 1970; E... nada mais, frevo-canção, Victor, 1947; É uma brasa mora, frevo-canção, Rozenblit, 1960; Êh! Luanda, maracatu, 1949; Êh! uá Calunga, maracatu, Columbia, 1937; Em 1885, moda, s. d.; Encontro Marcado, frevo-canção, Rozenblit, 1961 ; Esta mulher não me larga, frevo-canção, CBS, 1965; Eu fui à corte, maracatu, (c/ Luís Peixoto), s. d.; Eu já sei, samba, Rozenblit, 1962; Eu quero é ver, frevo, Funarte, 1984; Europa, França e Bahia, frevo, Rozenblit, 1969; Faça de conta, samba em parceria com Paulo Fernando Craveiro, Rozenblit, 1962; Festa de cores, marcha rancho, Secretaria de Turismo do Estado da Guanabara, 1967; Flor das ingratas, tango, 1929; Foi, porque foi..., guarânia, 1973; Frevo, alegria da gente, frevo-canção, Rozenblit, 1969; Frevo da felicidade, frevo-canção, Rozenblit, 1967; Frevo da Saudade, frevo-canção, Rozenblit, 1962; Frevo da Solidão, frevo-canção, Rozenblit, 1978; Frevo da Alegria, frevo-canção, Cactus, 1977; Frevo de todo mundo, frevo-canção, Cactus, 1978; Frevo do cordão azul, frevo-canção, Rozenblit, 1975; Frevo dos Namorados, frevo-canção, Rozenblit, 1960; Frevo e Ciranda, frevo-canção Rozenblit, 1974; Frevo Tradicional, frevo, CBS, 1964; Garça triste, (c/ Castro Alves), 1948; Gosto de te ver cantando, frevo-canção, Victor, 1940; Grande Missa Armorial, música de câmara, p/ orquestra e coro, Conservatório, (CD 107.414) 1994; Guerreiro de Cabinda, maracatu, 1939; Haja pau, (c/ José de Moraes Pinho), canção, 1948; Igarassu, Cidade do Passado, samba-canção, Continental, 1951; Ismália, (c/ Alphonsus de Guimaraens), 1955; Já vi tudo, frevo-canção, Star, 1949; Júlia, frevo-canção, Odeon, 1938; Juventude Dourada, frevo-canção, Philips, 1976; Lá na Serra, valsa, Continental, 1949; Lá no terreiro de umbanda, batuque, s. d. ; Levanta a Poeira, frevo, Todamerica, 1960; Linda flor da madrugada, frevo-canção, Victor, 1941; Madeira que cupim não rói, frevo de bloco, Mocambo, 1963; Mãe da lua, (c/ Hermilo Borba Filho), canção, 1948; Manda embora essa tristeza, frevo-canção, Victor, 1936; Manhã de tecelã, samba. (c/ Carlos Pena Filho), Rozenblit/Mocambo, 1962; Maracatu Elefante, maracatu, 1950; Maracatu, maracatu, Continental, 1983; Maria Betânia, canção Victor, 1944; Mentira, samba (c/Fernando Lobo), samba-canção, 1937; Meu destino, valsa, 1924; Meu Recife, frevo-canção, 1967; Minha Ciranda, ciranda, Musicolor, 1972; Modelos de Verão, frevo-canção, Mocambo, 1958; Morena cor de Canela, frevo-canção, RCA Victor, 1948; Na minha rua, frevo-canção, Rozenblit, 1969; Nação Nagô, maracatu, Rozenblit, 1957; Não agüento mais, frevo-canção, Victor, 1945; Não quero amizade com você, samba-canção, ( c/ Carlos Pena Filho), Philips, 1973; Não quero mais, samba, (c/ João dos Santos Coelho), Rozenblit, 1962; Não sei o que fazer, frevo-canção, Victor, 1944; Não sei por que, samba, 1930; Não vá embora, frevo-canção, Rozenblit, 1967; Navio da Costa, maracatu, 1938; Nem que chova canivete, frevo-canção, Copacabana, 1957; Ninguém é de ferro, frevo-canção, Todamerica, 1955; No balanço do frevo, frevo-canção, Rozenblit, 1968; Nos cabelos de Rosinha, frevo-canção, RCA Victor, 1953; Noturno, Independente (Simplesmente Capiba - CD 107.675); O anel que tu me deste, frevo-canção, CBS, 1965; O engenho está moendo, batuque, s. d. ; O mais querido, marcha-exaltação, Mocambo; O que é que eu vou dizer, frevo-canção, RCA Victor, 1955; O tocador de trombone, frevo-canção, Victor, 1947; Oh! Bela, frevo-canção, RCA, 1970; Olinda, Cidade Eterna, samba-canção, Continental, 1950; Onde está o meu amor?, valsa, ( c/ J. Coelho Filho), Parlophon, 1932; Onde o sol descamba, maracatu em parceria com Ascenso Ferreira, Columbia, 1937; Os melhores dias de minha vida, frevo-canção, 1949; Pergunte aos canaviais, maracatu, 1936; Pobre canção, samba, (c/ Carlos Pena Filho), RGE, 1963; Por causa de um amor, samba, Ritmos Codil, 1968; Por causa de uma mulher, frevo-canção, Rozenblit, 1978; Por que?, samba, Mocambo, 1963; Por que vivemos assim, samba-canção, 1958; Por que você me quer, toada, RGE, 1958; Pra mim chega, frevo-canção, 1958; Pra que sonhar, samba, 1963; Praia da Boa Viagem, Philips, 1963; Primeira bateria, RCA, 1944; Quando é noite de lua, frevo-canção, Victor, 1946; Quando passo em sua porta, frevo-canção, 1936; Quando se vai um Amor, frevo-canção, RCA, 1950; Que bom vai ser, frevo-canção, Victor, 1945; Que é que eu vou dizer.., frevo-canção, 1956; Que foi que eu fiz?, samba-canção, Philips, 1963; Que será de nós?, frevo-canção, RCA, 1948; Quem me dera, frevo-canção, Victor, 1942; Quem tem amor não dorme, frevo-canção, Victor, 1939; Quem vai pra Farol é o bonde de Olinda, frevo-canção, Columbia, 1937; Quero essa, frevo-canção, Victor, 1940; Recife, Cidade Lendária, samba-canção, Continental, 1950; Recordando, frevo, Rozenblit, 1961; Rei de Aruanda, maracatu, Rozenblit, 1974; Relembrando Nazareth, Independente (Relembrando Capiba - CD 107.675); Resto de Saudade, samba-canção, Victor, 1963; Retrato, samba, 1963; Rosa do mar, frevo-canção, Rozenblit, 1969; São os do Norte que vêm, baião, (c/ Ariano Suassuna), Codil, 1967; Saudade e você, samba, s. d. ; Se o homem chora, frevo-canção, RCA, 1964; Se tu és Tricolor, marcha, 1990; Se você me quisesse, frevo-canção, RCA, 1963; Segure no meu braço, frevo-canção, RCA, 1946; Segure o seu homem, frevo-canção, Mocambo, 1959; Sem amor, frevo-canção, 1954; Sempre no meu braço, frevo-canção, s. d.; Sem lei nem rei, suite, Continental, 1972; Serenata, canção, 1948; Serenata suburbana, valsa, 1955; Setenta e sete, moda, (c/ Ascenso Ferreira), s. d.; Sim ou não, frevo-canção, (c/ Fernando Lobo), Columbia, 1937; Simplesmente valsa, Independente (Simplesmente Capiba - CD 107.675); Sino, claro sino, canção em parceria com Carlos Pena Filho, Bandepe, 1984; Só a Rosa, maracatu, RGE, 1980; Soneto da Fidelidade, (c/ Vinícius de Morais), Rozenblit, 1963; Subúrbio triste, samba-canção, RCA Victor, 1953; Tenho uma coisa para lhe dizer, frevo-canção, 1935; Teus olhos, frevo-canção, Victor, 1943; Toada e desafio, Marcus Pereira, 1973; Trombone de prata, frevo-canção, Rozenblit, 1979; Tu que me deste o teu cuidado, canção em parceria com Manuel Bandeira, Rozenblit, 1982; Última carta, samba-canção, RCA Victor, 1953; Um pernambucano no Rio, frevo, RGE, 1958; Uma rosa é uma rosa, frevo-canção, Rozenblit, 1983; Umas e outras, frevo-canção, Musicolor, 1973; Valsa antiga n.º 2, Independente ( Simplesmente Capiba - CD 107.675); Valsa antiga n.º 5, Independente (Simplesmente Capiba – CD 107.675); Valsa verde, (c/ Ferreyra dos Santos), Parlophon, 1932; Valsinha para o Tonico, valsa, 1987 (inédito); Vamos pra Casa de Noca, frevo-canção, Continental, 1954; Vamos pro frevo, frevo-canção, 1935; Vela Branca no frevo, frevo-de-rua, 1923; Velha história de amor, valsa, s. d.; Verde mar de navegar, RCA Victor, 1967; Vira a moenda, frevo, 1936; Você está chorando, frevo-canção, RCA, 1971; Você faz que não sabe, frevo-canção, RCA Victor, 1951; Vou cair no frevo, frevo-canção, Victor, 1935.



Mas para quem desejar travar lembrar um Capiba romântico, cheio de frases poéticas, embaladas por ritmos dolentes que fazem voar os pensamentos, vale conhecer o disco produzido em 1982, Capiba – ontem, hoje e sempre, com quatorze músicas de sua autoria, na voz de Expedito Baracho e orquestra sob a direção de Clóvis Pereira, produzido pela Rozenblit e distribuído pela Fundação Joaquim Nabuco (Mocambo LP 20.015), que, juntamente com Capiba & seus poetas – Capiba & seus poemas, produzido por mim em 1984, bem demonstram a importância de sua obra.





Notas

1 Capiba e seus poetas & Capiba e seus poemas; com Claudionor Germano, Carlos Reis, Expedito Baracho, Zélia Barbosa, com Guedes Peixoto e sua orquestra. LP Bandepe 100.043 CBS, gravado entre 27 de novembro a 7 de dezembro de 1984. Produção de Leonardo Dantas Silva. Face A: A mesma rosa amarela (c/ Carlos Pena Filho); A uma dama transitória (c/ Ariano Suassuna); Sino, claro sino (c/ Carlos Pena Filho); A chama (c/ Ascenso Ferreira); Desesperada solidão (c/ Mauro Mota); Cotovia (c/ Manuel Bandeira). Face B: Recife, cidade lendária; Olinda; cidade eterna; Igarassu, cidade do passado; Maria Betânia; Serenata suburbana; Valsa verde (c/ Ferreira dos Santos); Cais do porto.

2 Capiba 90 anos - Grande Missa Armorial, Suite, Sem lei nem rei. Orquestra Armorial e coro, sob a regência de Henrique Lins (coro) e Cussy de Almeida (orquestra). CD 107.414 Sony Music/1994



3 Simplesmente Capiba - Valsas, choros, noturnos, maracatu, por Elyanna Caldas Silveira (piano). CD: LG 000.003 - 107.675 Músicas: Valsa Verde, Cem anos de choro, É de Tororó (maracatu), Valsa antiga nº 2, Relembrando Nazareth (choro), Noturno, Choro para Guerra Peixe, Valsa antiga nº 5, Choro para Elyanna Caldas, Simplesmente valsa, Choro para Marco César.



4 Ao escrever o seu depoimento, no álbum que o Grupo ZAB de Educação (Olinda) organizou para homenagear os 93 anos de Capiba, o menino Tiago escreveu com as tintas da emoção: "... Capiba, eu gostaria de ser seu irmão". Diario de Pernambuco, Viver p. 7, ed. 30.10.1997.


5 SUASSUNA, Ariano. "Notas sobre a música de Capiba", in Antologia do Carnaval do Recife, Leonardo Dantas Silva e Mário Souto Maior (organizadores). Recife: FUNDAJ - Editora Massangana, 1991.

6 Parte dos maracatus compostos por Capiba foram gravados, em 1958, pelo maestro Guerra Peixe, a quem coube às orquestrações e regência da orquestra, em disco com o conjunto Titulares do Ritmo, in Sedução do Norte – LP-RGE, XLRP nº 5025. Algumas melodias dos seus maracatus foram publicadas in Danças pernambucanas – É de Tororó. Apresentação de Ariano Suassuna. Rio de Janeiro: Livraria Editora da Casa do Estudante do Brasil, 1951.


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