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Curiosidades
Tambores Silenciosos

TAMBORES SILENCIOSOS

Carnaval está de luto em Pernambuco, com a morte de Chico Science


(Arnaud Mattoso)

O carnaval de Pernambuco este ano foi mais triste que nos anos anteriores com a morte de Chico Science, o filho pródigo que atravessou fronteiras e começava a conquistar o mundo com a fusão do Maracatu com o Rock. O maior expoente da nova safra de músicos surgidos a partir do Movimento Mangue deixa órfã uma legião de fãs que se acotovelavam para assistir aos seus shows, cada vez mais técnicos e teatralizados.

No palco, Francisco de Assis França deixava de ser o tímido garoto de 30 anos de origem humilde vindo das bandas de Rio Doce para transformar-se no cantor Chico Science. Dançava, fazia caretas e instigava o público com uma música forte e vibrante, bem pernambucana, com os tambores da Nação Zumbi e "hendrixiana" com a guitarra distorcida de Lúcio Maria. Era a World Music que lhe abriria caminhos para um show no Central park, em Nova York, ao lado de Gilberto Gil e uma turnê na Europa.

O reconhecimento dos conterrâneos veios em doses homeopáticas. Afinal, foram seis anos de muitas batalhas, desde o célebre show no Espaço Oásis, em Olinda, na madrugada de 17 de abril de 1991, quando ainda não se chamava Chico Science e a banda era a Loustal. No palco, além de Chico, Fred 04 e a Mundo Livre S.A., estavam Nazi e Edgar Scandurra, do grupo paulista IRA! Quem assistiu àquele show presenciou o início do movimento que traria à tona as bandas de rock dos anos 90 do Recife.

Chico ainda dividiu-se um tempo entre o rock da Loustal e o batuque da Nação Zumbi, até que o próprio público resolvesse a questão para ele. No meio, veio a Lamento Negro. Lembro de, no meio desse processo, Chico dizer que iria manter a Loustal, mas o ritmo pernambucano dos tambores foi mais forte que o rock in roll importado. A juventude queria dançar o maracatu de roupagem nova.

Nessa época, Francisco França era apenas mais um funcionário público da Emprel que, durante o expediente, batucava na mesa de trabalho e falava do novo grupo. Os companheiros de batente diziam para ele deixar a música porque "não dá futuro". Francisco acreditou no sonho e voou mais alto que as "voadas" que dava no trabalho para fugir da rotina.

De lá para cá, a trajetória de Chico Science confunde-se com a história do novo rock pernambucano, do Movimento Mangue, do Rec-Beat, da Soparia e do Abril Pro Rock. Na primeira versão deste festival, em 1993, Chico Science e Nação Zumbi eram apenas mais um dos muitos grupos que buscavam um lugar ao sol no cenário musical do Recife. Em 96, foram a principal atração do Abril Pro Rock e tiveram a consagração definitiva ao levar cerca de cinco mil pessoas ao Circo Maluco Beleza.

Numa tarde qualquer de um Domingo de verão recifense, a Loustal e a Mundo Livre S.A., fizeram um show histórico na calçada da Soparia, no Pina. De graça, para meia dúzia de afortunados, já antenados com o movimento musical que começava a surgir. Num show no teatro do Parque, em 1993, Chico e Nação Zumbi abriram a noite para a chatice do Arrigo Barnabé e fizeram aquele que seria, até então, o melhor show da banda. Poucas pessoas na platéia, mas uma apresentação que ofuscou os teclados do músico paulista.

De volta

Desde dezembro, Chico estava de férias circulando pelo Recife. No Natal, foi para uma festa na Fun House. No Reveillon, viajou para a Europa e, em janeiro, já estava participando das prévias carnavalescas nos clubes. No Baile dos Artistas, depois de receber o título de Rei dos Artistas, Chico circulou pelo salão e camarotes; e onde passava era assediado pelos fãs. No Bal Masquê, idem. Garotos e garotas chegavam junto para tirar foto, pedir autógrafo ou para dizer o quanto gostavam da música que ele fazia.

Ainda no Bal Masquê, houve um momento raro, que foi o encontro de Chico com o ator Antônio Carlos Nóbrega e o estilista Eduardo Ferreira. Os três representam hoje o melhor da arte contemporânea pernambucana. O movimento foi registrado pelas lentes do fotógrafo Geraldo Guimarães.

Francisco de Assis França ou simplesmente Chico Science, ou "Ciência", como prefere Ariano Suassuna, deixou os palcos para entrar na história da música. Vai virar mito, porque morreu no auge do início de uma bem sucedida carreira. Com seu talento e sob tutela do empresário Paulo André, Chico iria muito mais longe. Infelizmente, o destino interrompeu a trajetória. Para nós, fãs, só nos resta colocar o CD e ouvir que "a cidade não pára" e "uma cerveja antes do almoço é muito bom pra poder ficar pensando melhor".


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